quarta-feira, 2 de maio de 2012

o antes da resposta

Escrever. E aguardar: na pausa, o todo ansiedade; receio. Contam-se caracteres; suspiram-se, singularmente, vírgulas – no afã de, em suposto perfeccionismo, arredondar parágrafos. Bem como se da forma última o tudo, de repente, dependesse. Insistir no reflexivo, a releituras, e, no findarem-se prazos, render-se ao derradeiro pontuar – um absoluto, e pouco resoluto, finalmente-ponto; mascarar do persistirem reticências. Simplesmente – por imposto afastar-se – interromper: um deterem-se as mãos. E ficar […]. Em suspenso. Resignar-se ao, como eterno, ansiar pelo comentário ultimado: do oculto, do ausente [do, em pretensão, estéril] avaliador de escreveres anônimos. Saber-se em tudo dependente de um resolutivo-resposta – palavra última; incontornável consequente. Contando, aos suspiros, o adiar-se, esperar. E esperar. E esperar […]. 

Escrever. E aguardar: [tentar] o publicar de um artigo é mesmo – concedo-me, para o [justificável, claro está] hiperbólico, especial licença – um penitenciar. Sentença de meu sempre em nada encoberto dramatizar. Prerrogativa do espaço que me foi – por mim mesmo – concedido. Indubitavelmente um apenas – antes da aguardada resposta – resmungar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

não custa registrar o pensamento.