Há algo de terrivelmente reducionista e teleológico em identificar [talvez fosse mesmo adequado usar o termo diagnosticar, mas vale resistir à tentação] um conjunto particular de questões – que informam determinada forma de agir e pensar – como signo de “uma fase”. Uma fase: erguem-se as balizas, delimitando, restringindo, diminuindo o já-período; forjam-se os encadeamentos, linearizando, desvirtuando, fazendo parecer-progredir; atenuam-se os questionamentos, esvaziando, enquadrando, esterilizando potenciais alterações. Nesse [estratégico?] exercício de categorização, simultaneamente atribuem-se e negam-se sentidos, determinando, direcionando e legitimando leituras específicas. Atribuir a um “conjunto particular de questões” a alcunha de “fase” é, pois, ignorar alteridade e empatia, opcionalmente incorrendo em nada sutil anacronismo. Importa sempre o não-presumir – uma fase? – evitando o categorial arrogar-se.